Pi-pi , pi-pi, pipipipi, pipipi.
Ah, cobertor, fica aqui comigo, me poupa da tremedeira, hoje é sexta-feira, sair de você é um castigo!
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Que difícil é levantar, meu pé está estranho, hoje nem vou tomar banho, vou logo pra não me atrasar.
Brrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.
Vou me trocar de baixo da coberta, escovação congela o dente, hoje meu cabelo é só do pente, corro logo pra fechar a porta aberta.
-frio,frio,frio,frio...
Ah-ah-ah-atchim, cadê a porcaria do meu cachicol, que vontade de voltar pro meu lençol, mãe, faz um leite quente pra mim ?
Ssssssssssssssssshiiuuuuuuuuuuum.
E esse vento, meu Deus, não precisa disso, e o menino o cortiço, deixa ele nos cobertores seus ?
Piu-piu, brrr. Piu-piu.
Uma fogueira bem que eu queria, mas agora andar já me esquentou, minha blusa já me agradou e também, daqui a pouco já é meio dia.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Pequeno.
Para Danyele Faria, a mais nova mamãe desse mundo:
Quem nunca deu de cara com um vidro, soltou pipa, peão, se lambusou com um mamão ?
Tudo era grande, até aquele cara de 16 anos que te roubou as figurinhas e lembra que você tinha medo das minininhas ?
Lembra que você dançou aquela dança do indiozinho, foi de homem-aranha na festa a fantasia e se vestiu de caipira no Sinhozinho & Sinhazinha ?
Você tinha medo de filme de terror, gostava de ir no zoológico, a bala de hortelã era muito forte e cortou 1 metro de cabelo no primeiro corte.
Lembra que você se perdeu no meio do shopping e pensou que seu pai tinha ido embora ?
Lembra que você chegou pra sua mãe com uma menina e disse "Mãe, a gente namora!" ?
Lembra que você desenhou aquela "obra de arte" e que no meio da casinha e do sol sorrindo, você colocou seu nome com uma letra virada ao contrário ?
Lembra que você não queria ir pra escola, fingiu dor de barriga e escondeu sua mochila dentro do armário ?
Lembra da Tv Colosso, do Cruj-cruj tchau-tchau, do Rei Leão, da Pequena Sereia, do seu presente de natal ?
Era tudo colorido, tinha carro e arco-íris, tinha feijão no algodão, ele queria ser astronauta e ela queria ser atriz.
Afinal de contas, foi aurora da sua vida e pela nossa lei, a gente era obrigado a ser feliz.
Quem nunca deu de cara com um vidro, soltou pipa, peão, se lambusou com um mamão ?
Tudo era grande, até aquele cara de 16 anos que te roubou as figurinhas e lembra que você tinha medo das minininhas ?
Lembra que você dançou aquela dança do indiozinho, foi de homem-aranha na festa a fantasia e se vestiu de caipira no Sinhozinho & Sinhazinha ?
Você tinha medo de filme de terror, gostava de ir no zoológico, a bala de hortelã era muito forte e cortou 1 metro de cabelo no primeiro corte.
Lembra que você se perdeu no meio do shopping e pensou que seu pai tinha ido embora ?
Lembra que você chegou pra sua mãe com uma menina e disse "Mãe, a gente namora!" ?
Lembra que você desenhou aquela "obra de arte" e que no meio da casinha e do sol sorrindo, você colocou seu nome com uma letra virada ao contrário ?
Lembra que você não queria ir pra escola, fingiu dor de barriga e escondeu sua mochila dentro do armário ?
Lembra da Tv Colosso, do Cruj-cruj tchau-tchau, do Rei Leão, da Pequena Sereia, do seu presente de natal ?
Era tudo colorido, tinha carro e arco-íris, tinha feijão no algodão, ele queria ser astronauta e ela queria ser atriz.
Afinal de contas, foi aurora da sua vida e pela nossa lei, a gente era obrigado a ser feliz.
sábado, 17 de abril de 2010
Dez e meia, onze horas.
Para Corujão e Intercine:
Quando vem a noite, ele chega, te abraça, ele vem, você não quer mais ninguém, nem mesmo a ti, só seu conforto, "tô quase morto", troco de roupa depois da sopa.
Quando vem a tarde, no crepúsculo, no pôr-do-sol, eu ouço a tampa da panela de pressão, um barulho longe de um avião, me vejo chato, não sou beleza, eu me levanto, me dá tristeza.
Te faz chorar, espreguiçar, mãos para o alto, corpo estralar.
E fecha os olhos pra se entregar, recomeçar, pra descansar, recarregar, se recompor, pra relaxar.
Não é você, não sou eu , estou aqui, estou ali, cai um dente, a cobra cresce, pessoa estranha que aparece.
Corre-corre, tudo escuro, eu quase caio, vem um balaio, fico parado, cai um raio, fico andando, não sou mais eu, não sou mais seu, fico assustado, adrenalina que me acendeu.
É limonada, café, capuccino, sou um menino, no meio de tudo, desse silêncio, do grilo, do latido, do tic-tac, da geladeira, bato a cabeça na cabeceira, vou ao banheiro, tudo é barulho, volta para cá, meu travesseiro.
E quem me dera morrer assim, nesse escuro que me esclarece, em mais um sonho que eu me lembraste, pra eu te contar e esconder aquilo te interesse, não estou alerta, é meu relógio que me desperta, descabelado, emcuberto, babado, lençol molhado, enfim meu sono está acabado.
Quando vem a noite, ele chega, te abraça, ele vem, você não quer mais ninguém, nem mesmo a ti, só seu conforto, "tô quase morto", troco de roupa depois da sopa.
Quando vem a tarde, no crepúsculo, no pôr-do-sol, eu ouço a tampa da panela de pressão, um barulho longe de um avião, me vejo chato, não sou beleza, eu me levanto, me dá tristeza.
Te faz chorar, espreguiçar, mãos para o alto, corpo estralar.
E fecha os olhos pra se entregar, recomeçar, pra descansar, recarregar, se recompor, pra relaxar.
Não é você, não sou eu , estou aqui, estou ali, cai um dente, a cobra cresce, pessoa estranha que aparece.
Corre-corre, tudo escuro, eu quase caio, vem um balaio, fico parado, cai um raio, fico andando, não sou mais eu, não sou mais seu, fico assustado, adrenalina que me acendeu.
É limonada, café, capuccino, sou um menino, no meio de tudo, desse silêncio, do grilo, do latido, do tic-tac, da geladeira, bato a cabeça na cabeceira, vou ao banheiro, tudo é barulho, volta para cá, meu travesseiro.
E quem me dera morrer assim, nesse escuro que me esclarece, em mais um sonho que eu me lembraste, pra eu te contar e esconder aquilo te interesse, não estou alerta, é meu relógio que me desperta, descabelado, emcuberto, babado, lençol molhado, enfim meu sono está acabado.
domingo, 11 de abril de 2010
Sem explicação.
Para Talita Ferramola, que me torna mais um Raul no mundo:
Camões tenta explicar,
Platão tenta esconder,
mas ninguém vai conseguir falar
o que o amor tem pra dizer.
Cássia não desiste nem tenta
e Nando guardo o amor com Ana.
Quem naõ sente, diz que lamenta
e quem sente, diz que se engana.
Tem gente que sente e diz não
e tem gente que não sente e diz sim.
Não se espante ao ver contradição,
mas se assuste quando não tiver um fim.
Enganoso, duvidoso, oportunismo ou meta.
Eterno, finito,vermelho ou azul.
É melhor a gente ter uma opinião concreta ?
Ou é melhor ser igual o Raul ?
Que pousava nas sopas sem se arrepender,
e morava em terra igual um amante.
Que sentia o amor e começava a escrever,
e preferia ser uma metamorfose ambulante.
Camões tenta explicar,
Platão tenta esconder,
mas ninguém vai conseguir falar
o que o amor tem pra dizer.
Cássia não desiste nem tenta
e Nando guardo o amor com Ana.
Quem naõ sente, diz que lamenta
e quem sente, diz que se engana.
Tem gente que sente e diz não
e tem gente que não sente e diz sim.
Não se espante ao ver contradição,
mas se assuste quando não tiver um fim.
Enganoso, duvidoso, oportunismo ou meta.
Eterno, finito,vermelho ou azul.
É melhor a gente ter uma opinião concreta ?
Ou é melhor ser igual o Raul ?
Que pousava nas sopas sem se arrepender,
e morava em terra igual um amante.
Que sentia o amor e começava a escrever,
e preferia ser uma metamorfose ambulante.
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