segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

KP, Marcelo ?

Seu Rg é de qual cidade, de qual cidade é a sua carta ?
Minha carta é do Rio, lá do Morro Santa Marta.

É antecedentes, mas que antecedentes você quer ?
É pra eu trabalhar, o que acontece se eu fizer ?

Seu cadastro de emprego está desatualizado.
Meu seguro-desemprego, para às 5 está marcado.
O que faço? Pra onde vou ? Eu preciso de outra senha ?
O sistema pode vir a quebrar, mas espero que não venha.

É PR ? É pensão ? Que burrice brasileira!
É pena que não é, mas não é nenhuma brincadeira.

Sou médico, advogado, sou preferencial, não acha ?
Se for mais velho que 60, pode seguir nesta faixa.
Não sou, quero senha, quero colo da mamãezinha.
Vá chorar para supervisão sem ciscar feito galinha.

Arruma escala, faz escala, como faço para ir embora ?
Faltou gente, tem dois no órgão, meu Deus, e agora ?
Daqui a pouco eu vou embora, quem é que vai me liberar ?
Só deixa eu ver no rádio se hora extra eu vou pagar...

Pagar hora no começo do ano não é presente de Natal.
Mas foi bom ficar em casa pra pular o carnaval.
Será que emenda ? Será que falto ? E se eu trouxer um atestado ?
Prefiro trabalhar a ver essa fila pós feriado!

O sistema tá parado, não tem como atender.
Chama no rádio o gerente, esse aí que eu quero ver !
Avisa o cidadão, vai lá na frente, vai avisar!
"Fiquem calmos, meus amigos, o técnico já foi verificar".

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Passado, presente, futuro.

Para Talita Ferramola Pinheiro, meu sempre.

Para ser sincero,
não sou mentiroso,
pleonasmo duvidoso
mas, verdade, te quero.

Te vi passar ao lado,
te vi andar pra frente.
É para o amor da gente,
que meu colo está guardado.

E foram dois anos,
e mais do que inteiros.
Os dias foram ligeiros,
repletos de não-enganos.

Inexpressível em palavras
um fim de tarde em calma.
Vem me adoçar a alma,
nos cantos das salas.

Em corredores estudantis,
te dei um um beijo forçado
que me fez seu namorado,
melhor coisa que fiz.

E ainda lembro da gagueira,
do som ao fundo e do que disse.
Com você, vou desejar velhice
e um amor de vida inteira.

E fecho os olhos em seu abraço,
Em nosso beijo, faço barulho,
ao te olhar, eu me orgulho,
ao te ter é que me faço.

E é isso sim o que sempre quis:
olhar para trás e sentir-se bem,
olhar para agora e querer meu bem,
olhar pra frente e me ver feliz.

terça-feira, 19 de abril de 2011

ponto e vírgula;

Para a Lua de 19 de abril, que vi aparecer e sumir.

Esse fim que recomeça sendo começo para um novo fim, não é o fim que eu quero, eu quero o querobim.
Chega de chegar no fim, chega de parar por aqui, por aí, por aí que eu não quero seguir.
E se quiser um pouco mais de mim, eu quero dar um pouco mais de mim, sem dar mais de mim, contanto que você queira a mim.
Vamos dar um ponto final ao ponto e vírgula, neste ponto, aqui, ali vamos parar e colocar mais dois pontos no ponto posto, para pontuar três pontos e dar o ponto certo nesse ponto.


Eu te amo.

terça-feira, 5 de abril de 2011

.txt

Para Talita Ferramola Pinheiro, meu esconderijo.

Eu sempre fiz meus rascunhos no Bloco de Notas e só quando me vi fazendo um outro dia que percebi que o arquivo era de formato .txt . Já estava multiplicando a gente sem nem perceber.
Eu os salvo na minha área nos Meus Documentos deste computador, sempre com o mesmo nome "Talita.txt".
Eu tinha vários textos não terminados nesta pasta - chegou até o "Talita6.txt", se não me falha a memória - que eu até criei uma a parte só para guardá-los reservadamente. Ela se chamava Esconderijo.
E, quando tinha mais tempo, eu sempre dava uma olhada nos que estavam lá e tentava terminar. Os que davam certo, eu postava aqui e os que não davam eu excluía. Infelizmente, essa pasta está um pouco vazia, mas lá ainda tem um texto que eu lembro que fiz a muito tempo, mas que nunca consegui terminar e sempre tive um carinho especial por ele, acho que é pelo nome dele e por isso, nunca o deletei. Ele começa assim - e se chama Pássaros:

"Uirapuru vermelho, me segue e canta.
Num canto só canta, só conta, me encanta.
Mais delicado que um cisne à suas penas roçar.
Abra suas asas e võe pelo ar.

Meu olhar ao te ver é mais que veloz.
Mais certo e preciso que a caçada do Albatroz.
Fito o colorido e a elegância mais belo que um tucano.
Bem-te-vi bem te vejo, beija-flor do meu ano.

Sorriso meu ao lembrar,
é mais comum que o voar
de um simples pardal.

É só pensar em te ter,
que meu vôo vai ser
de uma águia real.

E a liberdade que tem pra voar
eu prometo de ti nunca tirar
mas, se tiver um jeito, eu te amarro
e me convido para ser seu joão-de-barro. "

Tinha outro também, que eu não lembro muito bem porque eu excluí faz um tempo, não deu certo. Mas eu lembro de uma estrofe dele:

"...
Vejo todo dia o que o amor faz,
pois te vejo todo dia, é a hora da minha paz.
É difícil te esquecer, mas não é isso que eu quero fazer.
"Eu só quero ter mais um motivo para poder lembrar de você."..."

Ainda pretendo encher mais o Esconderijo de coisas boas, como sempre foi. Espero ainda terminar esses e tantos outros textos que sei que ainda vou escrever. Espero sentir mais felicidade ao ver .txt no formato dos meus rascunhos. E, na verdade, eu quero ter para sempre esse meu Esconderijo.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

É tanto.

Tanta vontade dentro de um só segundo.
Virar-te, pular-te, beijar-te, fazer de tudo, uma arte.

Tantos caminhos em um só lugar.
Deslizo em cabelos negros, encaracolados e sem nenhuma indicação chego ao olhar, ao massagear, chego aos risos, em seu corpo, contorno-o em toques ásperos-lisos, enquanto meus dedos passam alísios, em meu corpo fez-se o mar.

Tanto olhar em um só olhar.
Decifra-se você para eu poder te decifrar. Se tu te conheces, ambos os lados encontram-se nesses gêmeos mais cancerianos, por ora leoninos e volta e meia sergipanos, confundem-se os astros e as horas, não te espantas que eu me engano.

Tanto "Tanto" em um "Esconderijo".
Se ao menos você soubesse que eu procuro a solidão nesse último romance. Paparazzis fotografam meu baby, baby, baby, ow. In times like these, i had the time of my life. Quem é mais sentimental que eu ? Alejandro ? Acho que não, então, por favor, não chora, não me liga porque good love is on the way.

Tantos minutos em poucos segundos.
Já te olho com meio olho porque parece que estás a me aliciar, tic-tac malfeitor. Nem deliciei os lábios, ainda não caí em tentação, não virei sequência de reis, não a vi sorrir chorando, porque já marca mais que 6 ? Planejava sair as 9 e 10 e meia não é atraso, porque eu sei que tu se apressas por cotovelos calejados. Se vinga com a pressa, eu ignoro-te sem pensar, enquanto você tenta me iludir, eu esquento-te em meu pulso, deixo-te somente cheirar estes cabelos e não ligo se ver o dia raiar.

Tanto verbo em poucas linhas.
Sentir dizendo, falar ouvindo, gritar murmurando, voltando indo, perguntar respondendo, responder perguntando, andar, caminhar, olhar, fugir caindo, cair chorando, chorar sorrindo, sorrir amando, amar amando, amar andando.

Tanto mistério em pouca caixa.
Pouco caso em todo lugar, o que é isso ? Relevo pra revelar, cedo pra manter, cedo pra ceder, cedo sem doer, dói se não ouvir e morrem as linhas se não dizer : Eu te amo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Saudadesite.

Saudadesite: tipo de resfriado causado pela bactéria Talitas ferramolius. Os dados sobre essa doença ainda são tímidos pois somente uma pessoa (EU ESPERO!) até agora foi afetada por este antígeno. Os sintomas são solidão, D.D.A., perda de memória recente, nostalgia crônica, dores cardíacas, propensão à composições musicais (principalmente com o violão) e, por incrível que pareça, vontade de comer Temaki de Cream Cheese com Maionese, especificamente. As medidas profiláticas ainda estão sendo estudadas porém, uma coisa certa a se fazer é não ficar longe por muito tempo do agente-causador, uma vez que a sauadesite se desfaz sozinha dentro do organismo e nas pesquisas realizadas pela Masschussets e Mississipi Science Institute, testes realizados com o afetado tiveram como resultado o aumento do nível da doença quando ele ficava por mais de um dia longe do antígeno. "Essa doença é um tanto curiosa, parece não ter cura porém é facilmente controlada" ressaltou um dos cientistas.

sábado, 7 de agosto de 2010

"A música desligou!"

Olhando pelos cantos desta sala, tem uma sombra que eu tento procurar, ela é branca, bem branca e pode contrastar com a parede roxa. Mas cadê ?
Os coveiros gemem tristes ais e realejos ancestrais juram que eu não devia mais querer você.
Canta, bem alto, é a hora de ensurdecer!
Vai, fecha os olhos e esquece.
No meio dessas baquetas de madeira, eu quero olhar para alguém que não está atrás da Liverpool, do Marshall, da Ibañes, da Pearl, do Eagle, do Krast, Orion, Share, Michael, XLR, Hartke, Mapex, Gibson, todos esses nomes que meus olhos vêem agora, nenhum é semelhante.
Porra, cadê você ?
A nossa impaciência pulou de música naquela tarde-noite mas o que eu não daria para ter um replay, hã ?
E pensando nisso tudo, ainda estou no meio da música, faltam 2 estrofes e as batidas parecem não mais serem as mesmas do começo.

"Cara, achei que Tanto ficou meio ruim, porque ela começou de um jeito e terminou mais lenta, que que deu aí, Toshi ?"

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Código dos Gabaritos.

Nunca procurei tantos exercícios testes para fazer, os dissertativos, eu quase não dou atenção mais.
Todos eles têm 5 alternativas e a contagem é a seguinte: a, b, c, d, e.

A = Ah, legal!, vale +2
B = Bom, vale +1
C = Cuidado, vale 0
D = Dúvida, vale -1
E = "... então...", vale -2

Resolvo todos os exercícios e vejo as alternativas.
Resultados positivos me dão um pouco mais de otimismo e os negativos, bom... não sei.
Gabarito:
Exercícios de Matemática: a, e, c ,d = 2 - 2 + 0 - 1 = - 1
Droga...
Exercícios de Geografia: e, b, b, c = - 2 + 1 + 1 + 0 = 0
Hm, melhorei.
Exercícios de Matemática 2: a, c, b, c, e = 2 + 0 + 1 + 0 - 2 = 1
Uhul!

Agora, cadê minha borracha para escrever "Sim" de um lado, "não" do outro lado e "talvez" no meio ?

sábado, 31 de julho de 2010

É improvável, é impossível.

Brrr, está frio, no meio do inverno, isto é estranho ? Acho que agora, irá se tornar. Mas sabe, o frio era bom, era sinal de que eu estava voltando tarde para casa.
Sabe de outra coisa, eu até fiz amizade com o mudinho que fica no ponto de ônibus pedindo dinheiro à noite e hoje ele me avisou com uma mímica que o ônibus que eu pego para ir pra casa não iria demorar a passar. Na hora de ir embora, parecia que ele também sabia e me deu um tchau sorrindo, meio "ergue a cebeça!" e, sei lá, foi legal.
Dá pra perceber, nessa valsa que se cessou antes mesmo de começar. Essa música que se rompeu com menos de um minuto, eu quero dançar a noite inteira mas não sei ainda se meu par vai estar lá.
E eu tento encher esse copo que eu sinto estar meio vazio, não com aquele suco de laranja forte que eu cansei de tomar, mas com alguma bebida, um elixir, vindo de uma fonte, que faça-lhe tomar e rejuvelhecer o que um dia foi belo e jovem.
E já dá saudade do Coelho. Foi tema do meu primeiro texto. Pouco sabia, pouco conhecia e mal podia esperar. E depois deste, vieram tantos e tantos, rimados, bobos, curtos, longos, cifrados, secretos e (sim!) cantados, que infelizmente não foram cantadoS, no plural, desculpa, eu escondi vários destes de você.
Hoje, eu descobri (sozinho) o que a Cássia me disse no 10 de dezembro e infelizmente, a música não é a do All Star que é lindo, é mágico o quanto essa do tênis fez sentido durante esse tempo porque nunca foi tão comum apertar o 12 que é o seu andar e não ver a hora de te encontrar.
Hoje, nós vemos de maneiras diferentes o título deste texto: eu continuo com a letra da música e você coloca um ponto de interrogação no final dessa frase. E quem pode responder ? Alguém no mundo ? Alguém melhor, alguém pior ?
E as lágrimas, todas elas que caíram hoje mais pareciam um suor de cansaço emocional, que corriam pelo rosto e terminavam em mãos que não eram da mesma pessoa que as soltaram. E esta aí todo o meu reforço, o meu sustentar, essa ... coisa! Esse carinho recíproco que existe, interno, externo, ETERNO, essa vontade de querer ajudar um ao outro me ajuda e me cura desse cansaço, em menos de um segundo e nesse mesmo menos de um segundo eu vi que tudo pode mudar. E se mudou uma, duas vezes, não sei, porque não vai mudar de novo ?
"Te ver e não te querer", você sabe, eu vou continuar a cantar. E nessa valsa que acabou por hoje, vejamos o que o resto da noite tem para me dar. A noite está acabando, o dia está raiando.



Não sei.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Tá enrrugadinho, tá ?

Eu te ligo lá de baixo e você me viu de lá de cima, o que você sentiu, pena ?
Deu um tchau bem tímido, por que, um ato infantil o meu ?
Você nem fala mais que quer ir pra Islândia e pra São Paulo, por quê ?
Você cantarola por tédio ou por expontaneidade ?
Anda, discute comigo!
Tá frio ? Então vem que eu abro a blusa pra você me entrelaçar com seus braços que estão gelados e você insiste em não admitir. Aliás, o que é frio ? Nem sei mais.
E hoje, igual a você, fiquei trocando de música o caminho inteiro de volta pra casa, ouvi umas 15 num intervalo de 20 minutos. A única que escutei por inteiro se chamava Esconderijo. Me vem mil coisas à cabeça quando ela fala "beijo pra ficar aqui" e mais outras duas mil quando eu ouço "você para construir". Quando começa o refrão, já nem sei mais se é no seu cabelo ou se seu abraço que eu estou pensando. "Andarundê darundê iê" entra nos meus ouvidos e um sorriso sai pela minha boca.
E novamente, já estou quente, igual a você, sorrindo, igual a você, distraído, igual à você, com DDA, igual à você, talvez eu seja você, só que não fico testando seu cromossmo X a cada 20 segundos.
Aliás, como você é boba (e não, não estou te dando a razão).







Smack, ziiiiiiiiiiin, "lindo!".

(:

De Banda Larga até Fábrica de Blocos - 1

Para Camila Soares, Marina Straci, Davi Gomes e Giordano Pirata, que são citados nesta ordem, no texto que segue:

Começou no segundo ano. Foi um convite meio que de última hora, eles queriam tocar no evento musical da escola e não tinha outro baterista. Me chamaram! Talvez por falta de opção, mas eu fiquei feliz do mesmo jeito.
Pronto, fui alistado. E servir a esse exército sempre foi tarefa muito fácil: Era só fazer uma viradinha que elas já ficavam felizes, que bom, porque minha habilidade era, no mínimo, questionável.
E lá foram os primeiros ensaios para a Fimpop 2007 e eles eram sempre bem divertidos: Tinha lá uma menininha linda de óculos, um cabelo caramelado-quase-preto, um All Star Vermelho e uma voz que me arrepia só de lembrar. Tinha outra, meio assim, morena, cabelo preto, uma faixa verde na cabeça, uma camisa lisa branca e um gogó de impressionar o Pavarotti. E o pianista? Bach e Chopin que se cuidem que quando seus olhos azuis fixam as teclas e seu cabelo tóin-tóin se mexe com empolgação, Deus pára para ouví-lo tocar (diz a lenda que quando ele começou a tocar, Deus ficou parado para ouví-lo e esqueceu de proteger as Torres Gêmeas em Nova York. Deu no que deu...). E tinha um cara baixinho loirinho fortinho, que também usava óculos que chegou no ensaio sem saber o que ia tocar e saiu de lá melhor que os outros 4. Era nossa Banda Larga e que nome hein ? Fomos plagiados depois, inclusive (vide processo 241872-7 na Secretaria da Justiça do Brasil).
Eu pensava que o evento ia lotar e mil pessoas e mil juízes, tal, tal, tal... 50 pessoas na platéia... 60 vai.
Mas eu acho que se tivesse 50000, eu ia ficar feliz do mesmo jeito. No final de Por Onde Andei, que por sinal, fechava o show, eu tava tão empolgado que dei uma virada que não estava no script. Todo mundo ficou olhando pra mim, droga.
Será que eu estraguei o show ? - pensei.
E acho que a gente foi bem porque pegamos um modesto terceiro lugar e a galera chiou. Perdemos para uma banda que tinha nome de gente... Seu Luís, Seu Cuca... alguma coisa assim.
Mas sei lá, foi tão legal, eu tinha uma banda agora, será que estou popular?

HAHA, brinks.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Copa do Mundo

Como é legal esse tempo de copa, todo mundo vira patriota, as ruas ficam mais vazias que natal e feriados e eu tenho dó dos motoristas de ônibus que passam a frente dos barzinhos da cidade e não podem se juntar ao pessoal.
Bandeirinhas no capô, na janela do carro, do apartamento, da casa, prédios pintados, rostos pintados, asfalto pintado.
E ano que vem, todo mundo vai dizer: Que que é esse chão sujo aqui de tinta verde e amarela ?! Nossa faz tempo que eu não pego essa bandeirinha... Pega essa bandeira aí pra por em cima daquilo pra não pegar poeira, filho ?
Ah, eu até gosto mas hei de concordar que a gente só é patriota quando envolve futebol.
E depois achamos ridículos os norte americanos que colocam bandeiras em tudo quanto é filme e as cores da bandeira em todo super herói de cinema.
Ah, nem é tão ruim assim, vai.





[falta de inspiração + necessidade de atualizar = isso]

sábado, 22 de maio de 2010

Vem.

Para Talita Ferramola Pinheiro:

Ela me levou pra voar,
e esqueceu de me trazer de volta,
mas nem mesmo com escolta
eu vou pedir para voltar.

Se tiver motivo para sair do céu
mesmo assim, não quero encontrar.
Como uma abelha que não precisa trabalhar
e em torno dela tem todo o mel.

É no meio de tanta simplicidade
que vira-e-meche, eu sinto amor
que quase nunca, me vem a dor
e volta-e-meia me dá saudade.

É só ela que pode fazer
ser primavera o ano inteiro,
transformar a esquina num Rio de Janeiro
e deixar o dia sem anoitecer.

É ela que vou querer sempre, em todos os lados,
para não parar na quarta de cinzas, meu carnaval
para o Brasil inteiro ser meu presente de Natal,
e pra soltar fogos de artifício em dia de Finados.

Os feriados são sempre quinta-feira,
sábado e domingo têm sol no aço,
segunda-feira não tem cansaço,
e a última hora, parece ser a primeira.

Vem fazer da sombra, um sol radiante.
de trapos sujos, fazer um Armani,
da água, criar um Paco Rabanne,
fazer um Veuve Clicquot com refrigerante.

E tudo vira mágica quando estou do lado dela.
No meio de São Paulo, faz uma Floresta Amazônica,
Faz o Cebolinha querer beijar a Mônica
e a Giselle Budchen comer mortadela.

Vem, traz Nova York pra Macapá,
Cria um Palácio de Versalles no meu jardim,
faz uma Estátua da Liberdade só pra mim
Me pinta um quadro do Eugéne Delacroix.

Vem, transforma o carioca em um baiano,
Faça um Colorado gritar "Grêmio!",
faça um ganhador do Oscar abdicar ao prêmio
Faça de um ateniense, o melhor espartano.

Vem, nem o Hitler na sua mão, se move.
deixa o Leônidas a choramingar,
chute o Aquiles bem no calcanhar,
Recupere a quebra da Bolsa de 29.

Vem, me olhe e venha me abraçar.
transforme essa hipérbole em sinestesia,
retire todos os nomes da biologia,
e faça meu sistema circulatório funcionar.

Vem, eu quero te dar o que você merece.
"eu preciso dizer que te amo,
te ganhar e perder sem engano"
"é tanto, é tanto, se ao menos você soubesse."

Vem, que eu quero mais um pouco de saudade,
quero você pra me fazer sorrir,
quero você pra te fazer sorrir,
quero você só por toda a eternidade.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Outono.

Pi-pi , pi-pi, pipipipi, pipipi.
Ah, cobertor, fica aqui comigo, me poupa da tremedeira, hoje é sexta-feira, sair de você é um castigo!
Tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac.
Que difícil é levantar, meu pé está estranho, hoje nem vou tomar banho, vou logo pra não me atrasar.
Brrrrrrrrrrrrrrrrrrrr.
Vou me trocar de baixo da coberta, escovação congela o dente, hoje meu cabelo é só do pente, corro logo pra fechar a porta aberta.
-frio,frio,frio,frio...
Ah-ah-ah-atchim, cadê a porcaria do meu cachicol, que vontade de voltar pro meu lençol, mãe, faz um leite quente pra mim ?
Ssssssssssssssssshiiuuuuuuuuuuum.
E esse vento, meu Deus, não precisa disso, e o menino o cortiço, deixa ele nos cobertores seus ?
Piu-piu, brrr. Piu-piu.
Uma fogueira bem que eu queria, mas agora andar já me esquentou, minha blusa já me agradou e também, daqui a pouco já é meio dia.

sábado, 1 de maio de 2010

Pequeno.

Para Danyele Faria, a mais nova mamãe desse mundo:

Quem nunca deu de cara com um vidro, soltou pipa, peão, se lambusou com um mamão ?
Tudo era grande, até aquele cara de 16 anos que te roubou as figurinhas e lembra que você tinha medo das minininhas ?
Lembra que você dançou aquela dança do indiozinho, foi de homem-aranha na festa a fantasia e se vestiu de caipira no Sinhozinho & Sinhazinha ?
Você tinha medo de filme de terror, gostava de ir no zoológico, a bala de hortelã era muito forte e cortou 1 metro de cabelo no primeiro corte.
Lembra que você se perdeu no meio do shopping e pensou que seu pai tinha ido embora ?
Lembra que você chegou pra sua mãe com uma menina e disse "Mãe, a gente namora!" ?
Lembra que você desenhou aquela "obra de arte" e que no meio da casinha e do sol sorrindo, você colocou seu nome com uma letra virada ao contrário ?
Lembra que você não queria ir pra escola, fingiu dor de barriga e escondeu sua mochila dentro do armário ?
Lembra da Tv Colosso, do Cruj-cruj tchau-tchau, do Rei Leão, da Pequena Sereia, do seu presente de natal ?
Era tudo colorido, tinha carro e arco-íris, tinha feijão no algodão, ele queria ser astronauta e ela queria ser atriz.
Afinal de contas, foi aurora da sua vida e pela nossa lei, a gente era obrigado a ser feliz.

sábado, 17 de abril de 2010

Dez e meia, onze horas.

Para Corujão e Intercine:

Quando vem a noite, ele chega, te abraça, ele vem, você não quer mais ninguém, nem mesmo a ti, só seu conforto, "tô quase morto", troco de roupa depois da sopa.
Quando vem a tarde, no crepúsculo, no pôr-do-sol, eu ouço a tampa da panela de pressão, um barulho longe de um avião, me vejo chato, não sou beleza, eu me levanto, me dá tristeza.
Te faz chorar, espreguiçar, mãos para o alto, corpo estralar.
E fecha os olhos pra se entregar, recomeçar, pra descansar, recarregar, se recompor, pra relaxar.
Não é você, não sou eu , estou aqui, estou ali, cai um dente, a cobra cresce, pessoa estranha que aparece.
Corre-corre, tudo escuro, eu quase caio, vem um balaio, fico parado, cai um raio, fico andando, não sou mais eu, não sou mais seu, fico assustado, adrenalina que me acendeu.
É limonada, café, capuccino, sou um menino, no meio de tudo, desse silêncio, do grilo, do latido, do tic-tac, da geladeira, bato a cabeça na cabeceira, vou ao banheiro, tudo é barulho, volta para cá, meu travesseiro.
E quem me dera morrer assim, nesse escuro que me esclarece, em mais um sonho que eu me lembraste, pra eu te contar e esconder aquilo te interesse, não estou alerta, é meu relógio que me desperta, descabelado, emcuberto, babado, lençol molhado, enfim meu sono está acabado.

domingo, 11 de abril de 2010

Sem explicação.

Para Talita Ferramola, que me torna mais um Raul no mundo:

Camões tenta explicar,
Platão tenta esconder,
mas ninguém vai conseguir falar
o que o amor tem pra dizer.

Cássia não desiste nem tenta
e Nando guardo o amor com Ana.
Quem naõ sente, diz que lamenta
e quem sente, diz que se engana.

Tem gente que sente e diz não
e tem gente que não sente e diz sim.
Não se espante ao ver contradição,
mas se assuste quando não tiver um fim.

Enganoso, duvidoso, oportunismo ou meta.
Eterno, finito,vermelho ou azul.
É melhor a gente ter uma opinião concreta ?
Ou é melhor ser igual o Raul ?

Que pousava nas sopas sem se arrepender,
e morava em terra igual um amante.
Que sentia o amor e começava a escrever,
e preferia ser uma metamorfose ambulante.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Mr. Brightside

Mar aberto, você tá num bote salva-vidas porque sua lancha individual quebrou. A única luz que te faz enxergar alguma coisa é a da lua cheia e o que você faz ?
Você está longe da praia, em alto mar e começa a chover, seu barco balança e você vê uma baleia do seu lado. Parece estar com fome, brava, joga água pra cima. O que você sente ?
Você se entrega a maré e ela te leva a uma daquelas bóias e nela tem um sino, mas você diz: Pra quê esse sino se aqui do lado não tem ninguém ?!". Você está com medo ?
É a virada do ano, de longe você vê os fogos de artifício em meio a chuva, lá de longe, você se diz: "Que azar, eu poderia estar ali, mas não estou aqui! Nesse fim de mundo, que azar!".
Azar ?
Lua cheia, chuva, um sino pra você fazer uma música e festejar o fim do ano com uma baleia, vendo os fogos de artifício de um lugar que ninguém vê, isso é azar ?

I Never...

sábado, 30 de janeiro de 2010

E agora, José ?

Fazia tempo que você não vinha até aqui, Incerteza. Fazia tempo que eu não pensava tanto em você, Futuro. Ô duplinha chata vocês.
Vai dar, não ? Não vai dar, vai ? É muito grande, filho ? Como faço pra fazer ? Como faço pra dar certo ? Faço agora, era pra ontem ou vou deixar a duplinha chata me tomar ?

E agora, José ?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Demorou já.

Pára, sai daqui, eu já cansei de você. Você não sabe mais o que fazer, você já não sabe mais quem atormentar e me confundi, me deixa pensativo, agitado, enrraivecido, vencido. Você não me deixa mais tranquilo, eu quero fazer as coisas, mas porra, tem sempre uma barreira. Por que você não vai embora? Tava tudo tão bom, tava tudo tão lindo, mas sempre tem que chegar alguém pra causar.
Você não merece esse texto nem mesmo os outros que não foram por causa de você que escrevi.
Você que se considera intocável, é falada em somente um país no mundo inteiro, se acha especial ? Ha, coitada.
Vai lá pra fora vai, eu não quero você aqui dentro, chega, já deu, enough.
Se você fosse gente, eu te esganaria, te mandava para aquele lugar bem oriundo, porque você só sabe atrapalhar. Chega, Saudade, vai embora, filha da puta.